Entre mapas, drones e coordenadas: reflexões de fim de ano sobre cartografia e território
- mapsnevs
- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Encerrar um ano de trabalho com cartografia e geoprocessamento é, inevitavelmente, um exercício de leitura do território - não apenas aquele que aparece nos mapas, mas também o percurso profissional construído ao longo dos meses.
A imagem que acompanha este texto é simbólica. Ela reúne elementos que estiveram presentes em grande parte da minha atuação em 2025: o mapa, o drone, os equipamentos de campo, a tecnologia e o olhar analítico sobre o espaço. Mais do que ferramentas, esses elementos representam escolhas metodológicas, responsabilidades técnicas e o compromisso com a produção de informação espacial qualificada.
Trabalhar com mapas é lidar com processos. Antes do produto final, existem dados que precisam ser coletados, organizados, analisados e interpretados. Existe o tempo necessário para testar hipóteses, revisar caminhos e compreender o que o território está, de fato, comunicando. Um mapa bem elaborado não nasce da pressa - ele nasce do método.
Ao longo deste ano, a cartografia esteve presente em diferentes contextos: na pesquisa acadêmica, apoiando análises e construções teóricas; na gestão pública, auxiliando a leitura espacial e a organização do território; no ensino, formando estudantes e profissionais para compreenderem o mapa como ferramenta de análise, e não apenas como ilustração.
Cada projeto reforçou uma convicção central: mapas carregam responsabilidade. Eles influenciam decisões, narrativas e políticas. Representar o espaço é também assumir um posicionamento técnico e ético sobre aquilo que se escolhe mostrar, como se mostra e para quem se mostra.
A NEVS surge exatamente nesse contexto. Antes de ser uma marca, ela é a forma de assinar um trabalho comprometido com a cartografia aplicada, com o rigor técnico e com a tradução de dados complexos em informação visual clara e acessível. Seja em mapas acadêmicos, institucionais ou em análises espaciais mais complexas, o objetivo permanece o mesmo: transformar dados em conhecimento territorial.
O encerramento de 2025 não representa um ponto final, mas uma pausa estratégica para planejar os próximos passos. Novos projetos, novos territórios, novas perguntas e, sobretudo, novas possibilidades de aplicar o geoprocessamento de forma ainda mais integrada à pesquisa, à gestão pública e à formação técnica.
Seguimos, portanto, do dado ao mapa. Do território à análise. E da análise à construção de conhecimento.
Que 2026 venha com novos desafios e com a mesma responsabilidade que a cartografia exige de quem escolhe trabalhar com ela.




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